Rio de Janeiro, Dezembro de 2002.
Menina Sofia,
Como está? Já faz um tempo que não há vejo. Os dias passam rápido, os minutos correm tanto que os confundo com os segundos e o relógio não tem mais ponteiros.
Falo assim para, poeticamente, dizer que você não é uma hora atrasada, passada, o dia de ontem.
Menina Sofia, o barco que soltaste no lago é a resposta que todos querem e procuram como receitas prontas em almanaques de culinária.
No imenso lago Universo não existem cais, portos para ancorarmos nossos barcos: estamos à deriva mesmo,
Sofia, transitando na grandez do espaço, vivenciando as suas transformações e passando como águas que correm num curso de um rio, certamente, águas que jamais voltarão.
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